Parece-me que, antes de vos começar a fritar os neurónios ou entupir a cabeça com teorias, descrições e conceitos novos, é importante que percebam a língua que estou a falar e é isso que esta introdução pretende fazer.
No nosso dia-a-dia estamos habituados a descrever o mundo em quilogramas, quilómetros, dias, horas, minutos e segundos, etc. Estas unidades estão perfeitamente adaptadas aos humanos, mas estão completamente desadequadas ao universo. Assim, certas unidades precisarão de ser introduzidas, outras serão expressas de forma relativa, sendo o termo de comparação o Sol. Saibam que o Sol tem cerca de 700 mil km de raio, uma temperatura à superfície de 5800 K (cerca de 5500 ºC) (1) e uma massa tão grande que não sei se consigo escrever aqui: cerca de 2 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 kg! (2) Estes valores podem parecer-vos extraordinários, mas acreditem, o nosso Sol é uma estrela banal.
As distâncias em astronomia varrem várias escalas, desde alguns milhares de quilómetros entre a Terra e a Lua até aos limites do universo. Assim, várias unidades de distância foram definidas. Ao nível do nosso Sistema Solar a unidade de medida mais útil será a Unidade Astronómica ( 1 UA é cerca de 150 milhões de quilómetros), definida como a distância média entre a Terra e o Sol. Por exemplo, Marte está a 1.52 UA do Sol. Para distâncias a estrelas é mais comum usar-se o ano-luz, sobejamente conhecido, definido como a distância percorrida pela luz no período de um ano, ou seja, 9.461 x 1012 km. Existe outra unidade usada para definir distâncias a estrelas, o parsec, mas para isso primeiro terei que definir o conceito de paralaxe, que será o tema do meu próximo post.
(1) A conversão de temperaturas de Kelvin para graus Celsius é fácil: basta somar 273 à temperatura em Celsius e obtém-se a temperatura em Kelvin. Dado que a diferença na temperatura entre ambas as unidades não é significativa quando se trata de estrelas, vou passar a usar apenas o Kelvin para exprimir essas temperaturas.
(2) Por simplicidade, vou passar a escrever estes números astronómicos em notação científica. Por exemplo, a massa do Sol escrita nesta notação seria 2 x 1030, em que o expoente 30 indica, em linguagem de leigos, o número de zeros após o 2.
No nosso dia-a-dia estamos habituados a descrever o mundo em quilogramas, quilómetros, dias, horas, minutos e segundos, etc. Estas unidades estão perfeitamente adaptadas aos humanos, mas estão completamente desadequadas ao universo. Assim, certas unidades precisarão de ser introduzidas, outras serão expressas de forma relativa, sendo o termo de comparação o Sol. Saibam que o Sol tem cerca de 700 mil km de raio, uma temperatura à superfície de 5800 K (cerca de 5500 ºC) (1) e uma massa tão grande que não sei se consigo escrever aqui: cerca de 2 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 kg! (2) Estes valores podem parecer-vos extraordinários, mas acreditem, o nosso Sol é uma estrela banal.
As distâncias em astronomia varrem várias escalas, desde alguns milhares de quilómetros entre a Terra e a Lua até aos limites do universo. Assim, várias unidades de distância foram definidas. Ao nível do nosso Sistema Solar a unidade de medida mais útil será a Unidade Astronómica ( 1 UA é cerca de 150 milhões de quilómetros), definida como a distância média entre a Terra e o Sol. Por exemplo, Marte está a 1.52 UA do Sol. Para distâncias a estrelas é mais comum usar-se o ano-luz, sobejamente conhecido, definido como a distância percorrida pela luz no período de um ano, ou seja, 9.461 x 1012 km. Existe outra unidade usada para definir distâncias a estrelas, o parsec, mas para isso primeiro terei que definir o conceito de paralaxe, que será o tema do meu próximo post.
(1) A conversão de temperaturas de Kelvin para graus Celsius é fácil: basta somar 273 à temperatura em Celsius e obtém-se a temperatura em Kelvin. Dado que a diferença na temperatura entre ambas as unidades não é significativa quando se trata de estrelas, vou passar a usar apenas o Kelvin para exprimir essas temperaturas.
(2) Por simplicidade, vou passar a escrever estes números astronómicos em notação científica. Por exemplo, a massa do Sol escrita nesta notação seria 2 x 1030, em que o expoente 30 indica, em linguagem de leigos, o número de zeros após o 2.