O planeta Vénus é o planeta do nosso Sistema Solar que roda sobre si próprio de forma mais lenta, de tal forma que o seu dia (o tempo que demora a efectuar essa rotação) é maior que o seu ano (o tempo que demora a completar uma órbita em torno do Sol). Este planeta demora cerca de 225 dias terrestres a completar uma volta em torno do Sol e cerca de 243 dias terrestres para completar uma volta em torno do seu próprio eixo.
01 dezembro 2010
30 novembro 2010
Calendário do advento
Este blogue tem estado parado há muito tempo que ninguém, nem eu, tem interesse em visitá-lo. Atribuí-me uma missão no ano passado que depois não completei, pois perdi a motivação algures ainda no início. Tentei recuperá-la sem sucesso, mas agora tenho outro desafio para propor a mim mesma e espero que, desta forma, consiga dar nova vida a este blogue.
Já devem conhecer os famosos calendários do advento muito frequentes nesta altura do ano. Para quem não sabe, são calendários que parecem um conjunto de janelas correspondentes a cada dia entre 1 e 24 de Dezembro e cada uma dessas janelas é aberta no respectivo dia. Atrás da janela encontra uma surpresa que normalmente é um chocolate, mas suponho que possam existir outras variantes.
A proposta que fiz a mim mesma é a de fazer uma espécie de calendário do advento no blogue, mas em vez de vos premiar com um chocolate, o que encontrarão diariamente será uma pequena curiosidade. Tentarei que essa curiosidade seja sobre astronomia, para manter coerência com os assuntos anteriormente apresentados, mas o desespero para ter algo novo todos os dias poderá levar-me a desviar desse caminho. Provavelmente não vos surpreenderei todos os dias, mas espero fazê-lo algumas vezes. Divirtam-se e comentem!
Já devem conhecer os famosos calendários do advento muito frequentes nesta altura do ano. Para quem não sabe, são calendários que parecem um conjunto de janelas correspondentes a cada dia entre 1 e 24 de Dezembro e cada uma dessas janelas é aberta no respectivo dia. Atrás da janela encontra uma surpresa que normalmente é um chocolate, mas suponho que possam existir outras variantes.
A proposta que fiz a mim mesma é a de fazer uma espécie de calendário do advento no blogue, mas em vez de vos premiar com um chocolate, o que encontrarão diariamente será uma pequena curiosidade. Tentarei que essa curiosidade seja sobre astronomia, para manter coerência com os assuntos anteriormente apresentados, mas o desespero para ter algo novo todos os dias poderá levar-me a desviar desse caminho. Provavelmente não vos surpreenderei todos os dias, mas espero fazê-lo algumas vezes. Divirtam-se e comentem!
05 maio 2010
Desânimo
"(...) não há maior dor do que se encontrar com poucas forças no momento em que se tem necessidade delas."
Schopenhauer, in O Mundo Como Vontade e Representação.
04 novembro 2009
Petição pública: disfibrilhadores
É longa a história de desportistas a morrer subitamente durante a prática desportiva devido a paragens cardio-respiratórias. Por ser o desporto rei no nosso país, casos destes no futebol são os que geram mais mediatismo, mas outros há em outros desportos, muitos mais do que nós pensamos. O único de que me lembro foi o do Miklós Fehér, um jovem com apenas 25 anos, se não me engano, que morreu durante um jogo do S.L. Benfica. Choca-me ver alguém morrer desta forma tão estúpida, ainda para mais alguém tão novo. Infelizmente aconteceu e não foi a primeira nem a última vez.
Não podemos impedir que situações destas aconteçam, pois não as podemos prever, mas podemos evitar que terminem da forma mais trágica. Não entendo como as nossas entidades governamentais ainda não tomaram consciência disso e não tomaram medidas, aparentemente, simples. Um desfibrilhador poderia ser a salvação de alguém que não tem tempo para esperar que uma ambulância chegue ao local. Mesmo que não resolva o problema, pelo menos adiaria a fatalidade por tempo suficiente para que uma intervenção médica mais eficaz fosse possível. Algumas vidas já poderiam ter sido salvas se já tivessem implementado a obrigatoriedade da existência de um desfibrilhador nos recintos desportivos.
Ainda podemos mudar isso. Uma petição pública disponível online recolhe assinaturas para que um desfibrilhador automático externo seja obrigatório em todos os locais de acesso público, como recintos desportivos, centros comerciais, estabelecimentos de ensino, etc. Parece-me uma medida importante e está ao nosso alcance mudar, por isso eu já fiz a minha parte e já assinei a petição. Assinem vocês também.
Não podemos impedir que situações destas aconteçam, pois não as podemos prever, mas podemos evitar que terminem da forma mais trágica. Não entendo como as nossas entidades governamentais ainda não tomaram consciência disso e não tomaram medidas, aparentemente, simples. Um desfibrilhador poderia ser a salvação de alguém que não tem tempo para esperar que uma ambulância chegue ao local. Mesmo que não resolva o problema, pelo menos adiaria a fatalidade por tempo suficiente para que uma intervenção médica mais eficaz fosse possível. Algumas vidas já poderiam ter sido salvas se já tivessem implementado a obrigatoriedade da existência de um desfibrilhador nos recintos desportivos.
Ainda podemos mudar isso. Uma petição pública disponível online recolhe assinaturas para que um desfibrilhador automático externo seja obrigatório em todos os locais de acesso público, como recintos desportivos, centros comerciais, estabelecimentos de ensino, etc. Parece-me uma medida importante e está ao nosso alcance mudar, por isso eu já fiz a minha parte e já assinei a petição. Assinem vocês também.
21 outubro 2009
Introdução à Astronomia: a paralaxe e o parsec
Tal como prometido, vou apresentar-vos um fenómeno observacional e uma unidade de medida que é definida à sua custa: a paralaxe e o parsec.
A paralaxe consiste na mudança aparente da posição dum objecto devido à mudança de posição do observador. Observem o esquema:

Ao modificar a sua posição na órbita, uma mesma estrela aparece projectada no céu em posições diferentes.
Metade dessa diferença angular corresponde à paralaxe. Como se trata de um ângulo, a paralaxe pode ter como unidades o radiano, o grau e seus submúltiplos (minutos e segundos de arco) (1). Conseguem simular o efeito da paralaxe em casa: se estenderem o braço à frente do nariz com o polegar levantado e o observarem com um olho de cada vez, vão ter a percepção que o polegar deslocou-se para o lado. Experimentem!
Por definição, uma estrela que tenha 1'' de paralaxe quando observada da Terra (que se encontra a 1 UA do Sol) estará a 1 parsec (pc) de distância do Sol. O parsec corresponde aproximadamente a 3 x 1016 metros, ou 206 264 UA, ou ainda 3.26 anos-luz. Normalmente é usado para exprimir distâncias galácticas ou extra-galácticas.
A medição da paralaxe permite determinar a distância a objectos, mas quanto mais longe estiverem, menor será o ângulo de paralaxe e a dada altura deixa de ser possível detectar uma variação na posição, para além de que para estas distâncias já não é confortável expressar a distância em parsec, tal como quando abandonamos o quilómetro para usar unidades mais adequadas. Aí outros métodos de determinação de distâncias e novas unidades surgirão, mas isso fica para uma próxima conversa.
(1) Uma circunferência tem 360º ou 2π radianos. Cada grau corresponde a 60 minutos de arco( = 60') e cada minuto de arco corresponde a 60 segundos de arco (= 60 '').
A paralaxe consiste na mudança aparente da posição dum objecto devido à mudança de posição do observador. Observem o esquema:

Ao modificar a sua posição na órbita, uma mesma estrela aparece projectada no céu em posições diferentes.
Por definição, uma estrela que tenha 1'' de paralaxe quando observada da Terra (que se encontra a 1 UA do Sol) estará a 1 parsec (pc) de distância do Sol. O parsec corresponde aproximadamente a 3 x 1016 metros, ou 206 264 UA, ou ainda 3.26 anos-luz. Normalmente é usado para exprimir distâncias galácticas ou extra-galácticas.
A medição da paralaxe permite determinar a distância a objectos, mas quanto mais longe estiverem, menor será o ângulo de paralaxe e a dada altura deixa de ser possível detectar uma variação na posição, para além de que para estas distâncias já não é confortável expressar a distância em parsec, tal como quando abandonamos o quilómetro para usar unidades mais adequadas. Aí outros métodos de determinação de distâncias e novas unidades surgirão, mas isso fica para uma próxima conversa.
(1) Uma circunferência tem 360º ou 2π radianos. Cada grau corresponde a 60 minutos de arco( = 60') e cada minuto de arco corresponde a 60 segundos de arco (= 60 '').
Palavras-chave:
astronomia/astrofísica
Introdução à Astronomia: unidades
Parece-me que, antes de vos começar a fritar os neurónios ou entupir a cabeça com teorias, descrições e conceitos novos, é importante que percebam a língua que estou a falar e é isso que esta introdução pretende fazer.
No nosso dia-a-dia estamos habituados a descrever o mundo em quilogramas, quilómetros, dias, horas, minutos e segundos, etc. Estas unidades estão perfeitamente adaptadas aos humanos, mas estão completamente desadequadas ao universo. Assim, certas unidades precisarão de ser introduzidas, outras serão expressas de forma relativa, sendo o termo de comparação o Sol. Saibam que o Sol tem cerca de 700 mil km de raio, uma temperatura à superfície de 5800 K (cerca de 5500 ºC) (1) e uma massa tão grande que não sei se consigo escrever aqui: cerca de 2 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 kg! (2) Estes valores podem parecer-vos extraordinários, mas acreditem, o nosso Sol é uma estrela banal.
As distâncias em astronomia varrem várias escalas, desde alguns milhares de quilómetros entre a Terra e a Lua até aos limites do universo. Assim, várias unidades de distância foram definidas. Ao nível do nosso Sistema Solar a unidade de medida mais útil será a Unidade Astronómica ( 1 UA é cerca de 150 milhões de quilómetros), definida como a distância média entre a Terra e o Sol. Por exemplo, Marte está a 1.52 UA do Sol. Para distâncias a estrelas é mais comum usar-se o ano-luz, sobejamente conhecido, definido como a distância percorrida pela luz no período de um ano, ou seja, 9.461 x 1012 km. Existe outra unidade usada para definir distâncias a estrelas, o parsec, mas para isso primeiro terei que definir o conceito de paralaxe, que será o tema do meu próximo post.
(1) A conversão de temperaturas de Kelvin para graus Celsius é fácil: basta somar 273 à temperatura em Celsius e obtém-se a temperatura em Kelvin. Dado que a diferença na temperatura entre ambas as unidades não é significativa quando se trata de estrelas, vou passar a usar apenas o Kelvin para exprimir essas temperaturas.
(2) Por simplicidade, vou passar a escrever estes números astronómicos em notação científica. Por exemplo, a massa do Sol escrita nesta notação seria 2 x 1030, em que o expoente 30 indica, em linguagem de leigos, o número de zeros após o 2.
No nosso dia-a-dia estamos habituados a descrever o mundo em quilogramas, quilómetros, dias, horas, minutos e segundos, etc. Estas unidades estão perfeitamente adaptadas aos humanos, mas estão completamente desadequadas ao universo. Assim, certas unidades precisarão de ser introduzidas, outras serão expressas de forma relativa, sendo o termo de comparação o Sol. Saibam que o Sol tem cerca de 700 mil km de raio, uma temperatura à superfície de 5800 K (cerca de 5500 ºC) (1) e uma massa tão grande que não sei se consigo escrever aqui: cerca de 2 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 kg! (2) Estes valores podem parecer-vos extraordinários, mas acreditem, o nosso Sol é uma estrela banal.
As distâncias em astronomia varrem várias escalas, desde alguns milhares de quilómetros entre a Terra e a Lua até aos limites do universo. Assim, várias unidades de distância foram definidas. Ao nível do nosso Sistema Solar a unidade de medida mais útil será a Unidade Astronómica ( 1 UA é cerca de 150 milhões de quilómetros), definida como a distância média entre a Terra e o Sol. Por exemplo, Marte está a 1.52 UA do Sol. Para distâncias a estrelas é mais comum usar-se o ano-luz, sobejamente conhecido, definido como a distância percorrida pela luz no período de um ano, ou seja, 9.461 x 1012 km. Existe outra unidade usada para definir distâncias a estrelas, o parsec, mas para isso primeiro terei que definir o conceito de paralaxe, que será o tema do meu próximo post.
(1) A conversão de temperaturas de Kelvin para graus Celsius é fácil: basta somar 273 à temperatura em Celsius e obtém-se a temperatura em Kelvin. Dado que a diferença na temperatura entre ambas as unidades não é significativa quando se trata de estrelas, vou passar a usar apenas o Kelvin para exprimir essas temperaturas.
(2) Por simplicidade, vou passar a escrever estes números astronómicos em notação científica. Por exemplo, a massa do Sol escrita nesta notação seria 2 x 1030, em que o expoente 30 indica, em linguagem de leigos, o número de zeros após o 2.
Palavras-chave:
astronomia/astrofísica
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