29 novembro 2007

Já cheira a Natal

Estamos mesmo, mesmo quase no Natal. Se ainda não se tinham dado conta, prestem mais atenção ao bombardeamento publicitário com sugestões de prendas, às decorações das ruas e das prateleiras dos supermercados e ainda a música das lojas. Assim que constatei este facto (a proximidade do Natal), descobri que esta época diz-me pouco ou nada, havendo ocasiões em que me irrita.

Querem coisa mais irritante que a publicidade televisiva? Os intervalos são tão longos que até me esqueço do que estava a ver antes! Se calhar o meu problema é falta de memória... Além disso, durante os quinze minutos de publicidade, vemos o mesmo anúncio vezes sem conta, até sabermos o jingle de cor e salteado.
Quanto às decorações luminosas nas ruas, as prateleiras dos supermercados e também as montras das lojas não há muito a dizer. A primeira, apesar de agradável aos olhos, é um ataque à ecologia; os seguintes são o espelho desta sociedade consumista e do que "espírito natalício" que realmente dizer.
Pelo menos, posso rir-me com a música das lojas, mas um riso irónico. Porquê? Porque, como ser do contra que sou, ando o ano todo a cantar músicas de Natal quando me lembro e a propósito de nada, mas quando chega esta altura do ano, em que se ouvem músicas de Natal por todo o lado, isto irrita-me profundamente. (Eu sei, não bato bem da tola, mas não me tentem entender.)

A vida está difícil, por isso o Natal já não é a troca de prendas, porque não há dinheiro para isso. Como estudante, podia pensar que o Natal é uma oportunidade para descansar, para as férias bem merecidas, mas desengane-se quem diz que a vida de estudante é que é boa. Férias de Natal são um mito para os estudantes, porque desconfio que os professores esperam de nós que resolvamos exercícios entre cada garfada da consoada. Felizmente há as sobremesas, para as quais já estou a aguçar o dente. Que se lixe a linha! Tenho o resto do ano para me preocupar com isso.

Deixo-vos com uma música para entrarem no espírito da época, caso ainda precisem: Jingle Bell Rock

19 novembro 2007

Um dia de chuva

O Inverno andou a brincar às escondidas connosco. Parece que não queria aparecer, mas quando decidiu dar um ar da sua (des)graça, fê-lo em alto estilo, não quis passar despercebido. É o primeiro de muitos dias chuvosos que ainda virão. Em dias destes, o melhor é mesmo estar em casa.

Lembro-me daquelas pessoas que falam, alegremente, de quão agradável é ouvir o som da chuva a cair lá fora. Eu pergunto-me: estão parvos ou quê?! A chuva bate violentamente contra as janelas; as portas e janelas mal fechadas esbarram-se por acção do vento, que se escapa por qualquer fresta que encontre, emitindo um assobio característico; a ameaça de trovoada e relâmpagos assusta-nos; o céu adquire um tom cinzento; estamos fechados em casa, encurralados pela chuva que teima em ser a protagonista do dia. Eu chamo a isto de um dia deprimente! Abençoada seja a internet por me permitir ter algum contacto com o mundo exterior, senão eu cortava os pulsos (salvo seja!) de tanto aborrecimento! O que há de agradável nisto?

É então que imagino um cenário idílico: uma casa na montanha, uma lareira acesa, uma boa companhia e uma boa refeição. Pode chover quanto quiser (desde que não inunde a casa e não a faça desabar...), porque dentro daquelas paredes estou protegida das intempéries. O ar quente da lareira aconchega o meu corpo; a boa companhia aconchega a minha alma (...a boa refeição impede que se desenvolva uma intempérie no meu estômago). O ambiente dentro de paredes é perfeito, por isso nada do que se passa fora daquelas paredes me interessa. Para quê sair de casa se tudo o que me basta já está ali, comigo? Não me sinto prisioneira quando o cativeiro é assim tão aprazível. Já não anseio sentir o vento a deslizar pela minha face. Que seja a chuva a banda sonora deste filme.

13 novembro 2007

Dificuldades

Isto de escrever um blog tem muito que se lhe diga. Pensei que, ao atribuir um título tão abrangente ao meu blog, veria a minha tarefa facilitada, mas nada disso. Isto sem um post de 15 em 15 dias, pelo menos, não me parece nada bem e não queria cair na banalidade das letras de música e poemas de fraca qualidade, se não plagiados.

Quando não há inspiração, fala-se da falta dela. Esta técnica já se provou eficiente quando falo com o meu amigo no MSN e o tema da conversa é a falta de assunto para discussão. Ao fim de algum tempo outros assuntos surgem espontaneamente. Assim, mesmo estando a falar sobre nada, estamos ainda a falar de alguma coisa, do mesmo modo que, mesmo sem ter assunto, consegui escrever um post, basicamente, sobre nada!

P.S. - Prometo que não será assim sempre.

07 novembro 2007

Em obras


Blog ainda sob construção (lenta). Aguardem pacientemente.
Obrigada.
P.S. - Já podem enviar feedback entretanto.